Saber o que é medicina preventiva e quais são seus propósitos é um dos pilares para garantir um atendimento clínico efetivo e seguro. Além disso, se essa prática for aperfeiçoada, os níveis de morbidade e mortalidade serão consideravelmente menores.

A grosso modo, pode-se inferir que a medicina preventiva trabalha com o objetivo de evitar que a doença aconteça ou, uma vez instalada, piore a condição clínica do paciente, principalmente em situações que requeiram internação hospitalar.

Assim, são necessárias ações tomadas de forma antecipada. A ideia aqui é que a nossa saúde esteja em constante manutenção para não abrir portas para um possível agente infeccioso ou qualquer outro tipo de lesão. Cuba, hoje, é o país de destaque nessa área, conseguindo oferecer serviços médicos de alta qualidade.

No entanto, qual é o impacto dessa prevenção para a saúde pública? Quais os benefícios que a medicina preventiva pode trazer para a gestão do setor?

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Quer saber mais sobre esse assunto? Então, confira as principais vantagens que esse método de atendimento traz para a sociedade como um todo! Acompanhe conosco!

 

Afinal, o que é medicina preventiva?

A medicina preventiva é aquela direcionada às ações de promoção e proteção da saúde. Entendem-se como promoção da saúde as atitudes que melhoram o funcionamento dos sistemas fisiológicos.

Exemplo disso são as práticas de atividades físicas supervisionadas por profissional de saúde, alimentação balanceada, suplementação vitamínica conforme a faixa etária, entre outras intervenções.

Dentro da medicina preventiva, é possível desenvolver atividades relacionadas à proteção da saúde, como medidas para evitar o aparecimento das doenças, uma vez que os fatores de risco já são conhecidos.

Alguns estabelecimentos de saúde já utilizam ferramentas diagnósticas mais avançadas, como a tomografia computadorizada, radiografia digitalimpressora 3D, entre outras, para identificar problemas clínicos em estágio inicial.

Nesse contexto, os exames para detecção precoce de câncer, os check-ups médicos periódicos para verificar alterações sugestivas de doenças graves que são avaliadas conjuntamente com a idade dos indivíduos, avaliação das condições de trabalho e de moradia também são ações de prevenção.

Vejamos em seguida alguns benefícios da medicina preventiva.

Redução de custos

De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o nosso país gasta R$ 3,89 por dia para cada brasileiro. Considerando que, em 2017, uma pesquisa do IBGE identificou que, hoje, temos mais de 207 milhões de habitantes, isso dá mais que R$ 800 milhões por dia gastos com saúde.

O custo da prevenção é muito menor, poupando os cofres públicos e aumentando a qualidade de vida da população. Com ela, é possível evitar ou, ao menos, reduzir o desperdício de materiais médicos e também racionalizar as despesas com a saúde por um determinado período.

A redução de custos, quando ocorre a implantação da medicina preventiva, também se reflete em menor número de internações hospitalares, menos uso de medicamentos e, consequentemente, diminuição de procedimentos invasivos.

O resultado dessa redução racional nos recursos financeiros aplicados também é observado na melhora do estado geral do paciente, uma vez que ele estará menos exposto aos riscos medicamentosos e cirúrgicos desnecessários.

Mais qualidade de vida

Em 2016, a nossa expectativa de vida aumentou em 3 meses comparado ao ano de 2015, e a tendência é que esse número cresça. Segundo o IBGE, a nossa expectativa era de 75,5 anos e passou a ser de 75,8. Esse número vem aumentando desde a década de 40, e a sua consequência é uma população maior de idosos.

Diversas patologias afetam esse público com mais frequência: osteoporose, artrite reumatoide, Mal de Alzheimer, de Parkinson, hipertensão arterial, entre tantas outras. Investir em medicina preventiva é essencial para afastar essas doenças do grupo ou, então, evitar que elas se agravem. É uma alternativa mais barata e saudável para melhorar a qualidade de vida dos nossos idosos.

Sendo assim, o conhecimento sobre o que é medicina preventiva não se restringe a evitar o desenvolvimento da doença, mas ao incentivo sobre atividades saudáveis como a adoção de exercícios físicos regulares e o hábito de se alimentar de forma mais saudável.

Além disso, considerando o aumento da expectativa de vida no Brasil, conforme já relatado, é fundamental elaborar diretrizes clínicas preventivas para a terceira idade, incluindo também as intervenções psicológicas.

Maior produtividade para as empresas

Em 10 anos, houve um crescimento de 25% de trabalhadores afastados do serviço por conta de doenças. Elas vão desde uma LER até depressão e obesidade. Em 2016, essas enfermidades geraram um gasto de R$ 22,3 bilhões para os cofres públicos com pagamentos de auxílio-doença e contratação de novos funcionários.

Além do custo, isso gera uma intensa queda na produtividade. Um novo funcionário, colocado para substituir o antigo, precisa ser treinado novamente e, até que possa chegar ao mesmo desempenho do anterior, leva um tempo. Algo que gera, consequentemente, perdas financeiras.

Dessa forma, é interessante que as empresas executem ações preventivas como estratégia do setor de medicina do trabalho e que elas estejam alinhadas aos propósitos do SUS. Exemplo disso seria a programação para que todos se ausentem de suas atividades laborais para atualizarem o cartão de vacinação nos postos públicos de saúde.

Outra forma de conciliar as ações de atenção preventiva com o ambiente de trabalho é oferecer horários flexíveis no expediente para que os colaboradores se exercitem nos aparelhos de ginástica instalados nas praças públicas.

Diminuição dos atendimentos nas emergências

Uma grande parte da população, ao ficar doente, busca um serviço de saúde que não está compatível com a gravidade daquele momento. Por exemplo, pessoas que estão apenas com uma dor de cabeça procuram as UPAs, em vez de seguirem para os serviços de atenção primária, que são as USFs.

Usando a medicina preventiva, hospitais e unidades de emergência conseguirão dar mais atenção aos casos de maior gravidade, como acidentes. A medida também reduz a chegada de pacientes por causa de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão.

Como no Brasil a cultura hospitalocêntrica ainda é muito presente, torna-se necessário conscientizar paulatinamente os usuários dos serviços públicos, principalmente em relação às prioridades de acesso aos profissionais de saúde bem como o encaminhamento para outras unidades públicas de saúde.

Saber o que é medicina preventiva e quais são seus objetivos é o primeiro passo para entender o impacto dessa prática na gestão de saúde pública. Ademais, outras ferramentas contribuem para melhoria da assistência à saúde, como o uso da tecnologia, pois se evidencia: melhora na qualidade do atendimento, a redução de filas, mais atendimentos de elevada complexidade, maior rapidez no diagnóstico e otimização de recursos.

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