T.I. na área da saúde: como melhorar o dia a dia com a tecnologia

O investimento em TI na saúde é uma estratégia que traz benefícios tanto para o paciente quanto para o profissional. Isso porque, em saúde, inovar também significa preservar mais vidas. Com a constante evolução da tecnologia — cujas funcionalidades são cada vez mais utilizadas para facilitar as atividades cotidianas —, a pergunta é: como a T.I. na saúde pode contribuir com a qualidade de vida das pessoas?

A resposta é repleta de excelentes perspectivas. À frente, avistam-se incontáveis possibilidades para incorporar novos processos tecnológicos à rotina das instituições e dos profissionais de saúde.

Também se vislumbram redução de custos com procedimentos desnecessários, maior agilidade no atendimento com tecnologias mais eficientes, sensíveis e específicas, de modo a aumentar a percepção positiva para o paciente.

Pensando nesse cenário, esse post foi criado para que você conheça mais sobre as tendências do segmento e sobre como a T.I. na saúde está revolucionando a área. Confira!

A força e o papel da (re)evolução tecnológica

O mundo, tal como o conhecemos, vem passando por um intenso processo de transformação. A grande protagonista da mudança — responsável por desafiar os paradigmas atuais e proporcionar novas formas de vivenciar a realidade — é, sem dúvidas, a tecnologia.

Atualmente, é impossível pensar nas atividades cotidianas sem o uso de, no mínimo, uma ferramenta tecnológica. Sabe-se também que outros recursos tecnológicos já compilaram funções de outros aparelhos, como no caso dos telefones celulares mais modernos que comportam diversos aplicativos, possibilitando que um único aparelho faça ligações, agende compromissos, receba resultados de exames, entre outras funcionalidades.

Presente nas mais diversas esferas da vida privada e corporativa, a tecnologia também deve estar a serviço da qualidade de vida dos indivíduos. Nesse âmbito, suas contribuições vêm sendo cada vez mais valorizadas, na medida em que:

  • agilizam processos: enquanto um funcionário era responsável por cadastrar manualmente os prontuários do paciente, atualmente essa atividade é informatizada, garantindo a otimização e a organização dos dados clínicos e de medicamentos em poucos cliques no formulário eletrônico;
  • facilitam rotinas: principalmente nas que demandam alto levantamento de informações, tais como mensuração das consultas agendadas, não efetivadas, número de glosas etc.;
  • aprimoram atividades: verifica-se esse benefício por meio de integração do cadastro inicial do paciente com as consultas clínicas, de forma a mostrar o histórico de sua passagem pelo estabelecimento de saúde.

A revolução tecnológica já é uma realidade inquestionável. Frente às novas necessidades humanas e com a missão de potencializar produtos e serviços, a tecnologia desponta como uma das ferramentas mais poderosas — e, possivelmente, como a mais valiosa delas — na eterna jornada rumo à evolução.

A partir dessa visão, não haveria, portanto, nada mais justo de que aplicar novos conceitos tecnológicos à área de saúde. E é justamente isso o que está acontecendo.

As tendências e inovações da T.I. na área da saúde

Na atualidade, o setor de saúde já se beneficia dos avanços tecnológicos, mas certamente ainda há muito espaço para desenvolver novas formas de preservar e/ou de recuperar o bem-estar físico e mental.

Entre as melhorias que já são realidade e que estão presentes de forma efetiva no segmento, algumas vêm se tornando cada vez mais relevantes e, por isso, serão apresentadas nos exemplos a seguir.

A realidade na produção de órgãos artificiais

Devido à escassez de órgãos viáveis para transplantes e/ou à especificidade anatômica do paciente, pesquisa-se muito a respeito da configuração de órgãos artificiais como estratégia terapêutica, destacando-se, principalmente, o estudo de viabilidade cirúrgica dos rins artificiais.

Esses órgãos poderiam ser implantados em pacientes com insuficiência renal avançada, sendo monitorada a possibilidade de rejeição ou de interferir em outros processos fisiológicos no decorrer do tempo.

Alguns centros de pesquisas já recrutam voluntários para se submeter à cirurgia renal com implantação de um rim biônico. Esses pacientes contribuem para a avaliação da efetividade do procedimento.

Utilização de medicamentos eletrônicos

Medicamentos são produtos farmacêuticos destinados ao diagnóstico, tratamento e monitorização de doenças ou condições clínicas de grande influência para a qualidade de vida do paciente.

A utilização tecnológica desses produtos se dá por meio de dispositivos liberados na corrente sanguínea, que atuarão em órgãos específicos, agindo farmacologicamente por um período determinado.

Verificam-se também outros medicamentos implantados de forma subcutânea que agem com foco na redução da glicemia e que, acoplados a outros dispositivos, podem monitorar constantemente e predizer a quantidade de insulina a ser administrada.

A nanorrobótica como alternativa para cirurgias complexas

nanorrobótica é uma metodologia que aumenta a precisão em procedimentos invasivos arriscados, principalmente naqueles em que se exige uma coordenação motora fina dos profissionais de saúde.

Com o uso desse recurso, é possível realizar procedimentos em áreas fisiológicas sensíveis — como o globo ocular — e em grandes órgãos que demandam por precisão, para evitar hemorragias significativas — como o coração.

Assim, com a supervisão do médico e a destreza para executar os equipamentos robóticos, é possível idealizar procedimentos personalizados junto à equipe médica, contando com poucas intervenções e menor tempo de recuperação do paciente.

Vantagens da TI na saúde

A utilização da tecnologia da informação na assistência à saúde propicia benefícios em todos os contextos, contribuindo tanto para uma organização mais efetiva para cadastro e faturamento, quanto para elevar o nível de segurança de todos os envolvidos.

Em relação à prestação de serviço, a tecnologia também mostra sua eficiência: tanto os registros eletrônicos de saúde (Eletronic Health Record, ou EHR), bem como os registros médicos de saúde (Eletronic Medical Record, ou EMR), automatizam o processo de atendimento e agilizam a realização de exames, armazenando todos os dados do paciente em seus data centers hospitalares.

A Big Data, por sua vez, conhecida como a grande massa de informações disponíveis, é possivelmente uma das áreas da tecnologia com maiores possibilidades a oferecer para o desenvolvimento da T.I na área de saúde.

A partir dela, é possível investir em todo o fluxo preventivo, além de agilizar o diagnóstico e o tratamento. A medicina de precisão e a Internet das Coisas também figuram como ótimas oportunidades.

Por um lado, os aplicativos de saúde têm cada vez mais respaldo em dispositivos móveis dos usuários comuns. Já no que tange às organizações, fortalecem-se os softwares de gestão, que integram processos operacionais e possibilitam análises gerenciais.

A efetivação da TI na saúde é um processo sem precedentes. Com os recursos tecnológicos em constante inovação, aliados ao profundo conhecimento científico dos profissionais, sabe-se que essa integração facilitará significativamente a medicina diagnóstica, terapêutica e de acompanhamento clínico. Sendo assim, fica claro que o controle da informação, bem como a sua tratativa adequada, é a forma mais eficaz de valorizar a T.I. na área da saúde.

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