Entenda a importância do gerenciamento de resíduos hospitalares e saiba os principais cuidados

O gerenciamento de resíduos hospitalares exige adequado manejo para evitar que esses materiais se tornem veículos de doenças ou gerem riscos de acidentes durante o tratamento. Os resíduos — conhecidos como RSS — são produzidos diariamente em hospitais, clínicas, laboratórios e diversas instituições da área de saúde.

Devido ao risco que representam, esses materiais não podem ser descartados como lixo comum. Ou seja, devem passar pelos processos de coleta, armazenamento, transporte e tratamento diferenciado.

Mediante isso, abordaremos algumas considerações sobre a importância do gerenciamento de resíduos hospitalares. Continue a leitura e entenda os principais cuidados a serem tomados.

A importância do gerenciamento de resíduos hospitalares

O tratamento do lixo hospitalar exige muita atenção e cuidado em todos os processos que envolvem a produção, acondicionamento e descarte desses materiais. Assim, quem atua na gestão de saúde precisa estar a par das normas e direcionamentos estipulados pelos órgãos competentes.

O bom gerenciamento objetiva proteger a saúde da população, reduzir os riscos operacionais durante o manejo e evitar que os insumos prejudiquem o meio ambiente. Por isso, a orientação é minimizar a produção desses objetos e priorizar um adequado tratamento.

gestão hospitalar precisa se adequar às normas estabelecidas, já que elas influenciam no nível de qualidade do gerenciamento dos resíduos hospitalares. Ou seja, é fundamental estar em conformidade com os protocolos propostos pelas esferas municipais, estaduais e federais.

Os principais cuidados envolvidos com o lixo hospitalar

Listamos alguns cuidados favoráveis ao bom gerenciamento dos resíduos hospitalares. Veja quais são!

Separação

É a etapa em que são aplicados métodos de separação dos objetos de acordo com a classe à qual pertencem. Nessa fase, também podem ser aplicadas tecnologias para processar a reciclagem e dar um destino adequado aos resíduos.

Acondicionamento

Cada material a ser reciclado ou eliminado deve ser coletado conforme a sua classificação. Esse cuidado visa amenizar os riscos para os profissionais que fazem o manuseio dos resíduos.

Objetos perfurocortantes, por exemplo, representam grande risco de contaminação e de acidente. Logo, é necessário que sejam acondicionados em caixas especialmente projetadas para esse fim.

Tratamento

No gerenciamento dos resíduos hospitalares, muitas são as opções de tratamento. No entanto, as mais comuns são a esterilização para o tratamento de resíduos perfurocortantes e a incineração para tratar resíduos comuns e químicos.

O processo de esterilização também serve para promover a redução do impacto da carga biológica dos resíduos. Essa medida é importante para diminuir riscos à saúde humana e os danos à natureza.

A elaboração do PGRSS

Entre os órgãos responsáveis pela definição das regras que envolvem o tratamento do lixo oriundo dos estabelecimentos de saúde, destacam-se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Essas entidades determinam que toda instituição que gerar resíduos hospitalares deverá elaborar, por lei, um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).

Esse plano objetiva melhorar controle sobre as metodologias utilizadas para o tratamento, armazenamento, coleta, transporte e destinação final dos detritos. A ANVISA disponibiliza um Manual que orienta sobre o modelo e a elaboração desse documento.

Melhorar a qualidade do gerenciamento de resíduos hospitalares é de extrema relevância para a saúde pública. Poupar o planeta e as pessoas do risco de contaminação e de acidentes são alguns dos benefícios resultantes de um manejo responsável e consciente desses insumos.

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