5 aplicações incríveis da Inteligência Artificial na Medicina

A tecnologia está cada vez mais presente em vários segmentos de nossas vidas — e a Inteligência Artificial (IA) é prova disso. Por meio dessa área de pesquisa científica, é possível desenvolver mecanismos e dispositivos que reproduzem diferentes capacidades do ser humano, como o pensar, o falar e a resolução de problemas.

E é claro que tal novidade já é uma realidade na Medicina. No campo da saúde, a tecnologia vem oferecendo inúmeros benefícios, como o atendimento de pacientes, o auxílio em diagnósticos radiológicos, o tratamento e a prevenção de diferentes doenças.

Interessou-se pelo assunto? A seguir, você conhecerá as 5 principais aplicações da Inteligência Artificial na Medicina. Continue a leitura!

O uso da Inteligência Artificial na Medicina

Provavelmente, você já ouviu falar sobre a Inteligência Artificial, certo? Trata-se de nada mais do que uma ciência que trabalha por meio de símbolos computacionais que imitam o comportamento humano. São máquinas desenvolvidas exclusivamente para realizar tarefas de modo automatizado, mas, ao mesmo tempo, inteligente e racional.

Essa tecnologia já pode ser notada em nosso dia a dia. Bons exemplos disso são os assistentes de voz encontrados nos smartphones — a Siri, na Apple, e o Google Assistant, nos aparelhos Androids. Há, ainda, as sugestões de rota, que atuam nos aplicativos de trânsito e navegação, como o Waze.

Já na saúde, tal recurso surgiu há pouco tempo. As primeiras pesquisas, desenvolvidas em universidades renomadas no mundo inteiro, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostram que a Inteligência Artificial poderia, de forma revolucionária, transformar duas áreas fundamentais para a nossa sociedade: a tecnologia e a Medicina.

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O objetivo era que, em longo prazo, os computadores estivessem preparados para que se tornassem uma espécie de médicos artificiais. E, como sabemos, isso ainda não acontece.

Na Medicina contemporânea, a Inteligência Artificial não é tão evoluída quanto se esperava. Hoje, na área da saúde, ainda existe certa resistência às tecnologias recentes. Em outras palavras, alguns médicos ignoram os benefícios oferecidos pelas inovações nesse segmento de trabalho.

As 5 principais formas de aplicar esse recurso na área da saúde

Apesar de ainda não ter se desenvolvido na Medicina como os especialistas desejavam, a Inteligência Artificial vem sendo aplicada de várias formas na saúde.

Hoje em dia, as principais máquinas trabalham com algoritmos, que são criados para analisar dados, auxiliando na recomendação de tratamentos e nos diagnósticos de doenças. Vamos conhecer melhor as tarefas clínicas que estão adotando esses sistemas?

1. Tratamento de doenças

Um dos principais feitos da Inteligência Artificial na Medicina diz respeito à capacidade dos computadores de auxiliar no tratamento de doenças. Mas como isso é feito? Um excelente exemplo é o Watson, um algoritmo desenvolvido pela americana International Business Machines (IBM), uma das maiores empresas na área da informática.

O sistema faz uso do chamado deep learning, que aproveita conteúdos da literatura científica e dados genéticos ou clínicos do paciente para sugerir as melhores opções de tratamento. Nesse caso, a máquina não diz, com exatidão, qual caminho deve ser tomado, mas mostra todos os tratamentos indicados para cada caso.

Em tais informações, ainda é possível conferir os efeitos colaterais e o grau de risco de cada alternativa. A vantagem desse mecanismo é clara: antes de recorrer às inúmeras combinações de medicamentos, os especialistas podem optar pelas práticas mais seguras e indicadas, melhorando, assim, a qualidade de vida dos pacientes.

2. Precisão no resultado de exames

Recentemente, pesquisadores nos EUA, na Alemanha e na China desenvolveram um algoritmo composto por um vasto banco de imagens de exames radiológicos. As tomografias ópticas são realizadas para analisar as diferentes camadas da retina e encontrar possíveis alterações que possam causar a perda da visão.

Após um treinamento, a ferramenta aprendeu a identificar certas características das imagens que são importantes para a obtenção de um diagnóstico preciso e definitivo. Para os pesquisadores, o resultado foi incrível: o programa conseguiu superar os especialistas em retina na identificação de diagnósticos.

Além desse benefício, a tecnologia facilitará o acesso ao exame, diminuindo consideravelmente seu custo. De acordo com os autores do estudo, os pacientes não precisarão se consultar com dois ou mais médicos para obter um diagnóstico definitivo.

Vale lembrar que esses sistemas de Inteligência Artificial na Medicina vêm sendo desenvolvidos para reconhecer diversos exames radiológicos, como as tomografias ópticas e mamografias.

3. Associação de sintomas

Outra função que se destaca no campo da Inteligência Artificial é a associação de sintomas para obter um diagnóstico preciso. Uma ferramenta que tem se mostrado bastante eficiente nesse caso é o TensorFlow, uma biblioteca de software desenvolvida pelo Google.

Com ela, é possível identificar complicações como a retinopatia diabética — causada pela diabetes, que afeta os olhos. A ferramenta observa as fotografias da retina do paciente e as compara com as imagens de seu banco de dados. O objetivo é encontrar algum problema a partir da semelhança das imagens.

Também há a possibilidade de fazer associações entre os sintomas, de acordo com a enfermidade e o histórico do paciente. Nos experimentos, o programa obteve uma excelente taxa de sucesso, semelhante à dos próprios especialistas da área.

4. Recuperação de dados

A Inteligência Artificial pode ajudar vários segmentos da Medicina a armazenar e recuperar dados por meio da nuvem (cloud computing, em inglês). Ao digitalizar laudos e prontuários, o profissional da área terá uma maior organização em seu trabalho, facilitando o acesso e a proteção dos arquivos.

Com os dados armazenados na nuvem, também é possível acessar as imagens de forma remota. Os radiologistas, por exemplo, terão mais praticidade ao emitirem laudos de qualquer lugar (e não somente nos hospitais ou clínicas).

Há, ainda, alguns softwares, tecnicamente conhecidos como “agentes autônomos”, com a função de recuperar informações relevantes a um determinado assunto.

A grande vantagem é que tais ferramentas contam com conhecimentos médicos. E, por conta disso, são capazes de avaliar a utilidade de determinado conteúdo de acordo com a necessidade do usuário que faz a busca dos dados.

5. Alerta sobre o quadro do paciente

Por último, a Inteligência Artificial na Medicina vem sendo trabalhada para, em tempo real, alertar o médico sobre as mudanças no quadro do paciente. Isso pode ser feito por meio de um programa, conectado a um monitor de computador, que envia alertas ao profissional em situações de emergência.

Em outras situações de menor urgência, o sistema ainda é capaz de analisar resultados de exames laboratoriais e prescrições de medicações, além de enviar alertas e lembretes. O objetivo é oferecer mais praticidade e melhorar a relação entre médico e paciente.

Não há dúvida de que a Inteligência Artificial oferece inúmeros benefícios para a área da saúde. Por outro lado, apesar dessas vantagens significativas, é fundamental que os médicos utilizem a tecnologia com cuidado, ética e humanização.

A partir dessas novidades, fica claro que, para se manterem atualizados no segmento, é preciso que os profissionais de Medicina estejam atentos aos processos de inovação tecnológica. Será mais fácil acompanhar o desenvolvimento de pesquisas ou tratamentos para que, assim, proporcionem um atendimento seguro e eficaz à população.

E então, o que achou sobre o uso da Inteligência Artificial na Medicina? Acredita que essa mudança possa trazer bons resultados para seu trabalho? Se gostou do artigo, aproveite e compartilhe-o em suas redes sociais!