Qual é o impacto da medicina preventiva na gestão da saúde pública?

A medicina preventiva trabalha com o objetivo de evitar que a doença aconteça. Assim, são necessárias ações tomadas de forma antecipada. A ideia aqui é que a nossa saúde esteja em constante manutenção para não abrir portas para um possível agente infeccioso ou qualquer outro tipo de lesão. Cuba, hoje, é o país de destaque nessa área, conseguindo oferecer serviços médicos de alta qualidade.

No entanto, qual é o o impacto dessa prevenção para a saúde pública? Quais os benefícios que a medicina preventiva pode trazer para a gestão do setor?

Abaixo, listamos as principais vantagens que esse método de atendimento traz para a sociedade como um todo! Acompanhe!

Redução de custos

De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o nosso país gasta R$ 3,89 por dia para cada brasileiro. Considerando que, em 2017, uma pesquisa do IBGE identificou que, hoje, temos mais de 207 milhões de habitantes, isso dá mais que R$ 800 milhões por dia gastos com saúde.

O custo da prevenção é muito menor, poupando os cofres públicos e aumentando a qualidade de vida da população. Com ela, é possível evitar ou, ao menos, reduzir o desperdício de materiais médicos e também racionalizar os custos para a saúde por um determinado período.

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Maior qualidade de vida

Em 2016, a nossa expectativa de vida aumentou em 3 meses comparado ao ano de 2015, e a tendência é que esse número aumente. Segundo o IBGE, a nossa expectativa era de 75,5 anos e passou a ser de 75,8. Esse número vem aumentando desde a década de 40 e, assim, a consequência disso é uma maior população de idosos.

Diversas patologias afetam esse público com maior frequência: osteoporose, artrite reumatoide, Mal de Alzheimer, Parkinson, hipertensão arterial, dentre tantas outras. Investir em medicina preventiva é essencial para afastar essas doenças do grupo ou, então, evitar que elas se agravem. É uma alternativa mais barata e saudável para melhorar a qualidade de vida dos nossos idosos.

Maior produtividade para as empresas

Em 10 anos, houve um crescimento de 25% de trabalhadores afastados do serviço por conta de doenças. São doenças que vão desde uma LER até depressão e obesidade. Em 2016, essas patologias geraram um gasto de R$ 22,3 bilhões para os cofres públicos com pagamentos de auxílio-doença e contratação de novos funcionários.

Além do custo, isso gera uma intensa queda na produtividade. Um novo funcionário, que é colocado para substituir o antigo, precisa ser treinado novamente e, até que possa chegar ao mesmo desempenho do anterior, leva-se um tempo. Algo que gera, consequentemente, perdas financeiras.

Diminui os atendimentos nas emergências

Uma grande parte da população, ao ficar doente, procura um serviço de saúde que não está compatível com a gravidade daquele momento. Por exemplo, pessoas que estão apenas com uma dor de cabeça procuram as UPAs em vez de seguirem para os serviços de atenção primária, que são as USFs.

Usando a medicina preventiva, hospitais e unidades de emergência conseguirão dar maior atenção aos casos de maior gravidade, como acidentes, por exemplo. A medida também reduz a chegada de pacientes por causa de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão.

O uso da tecnologia ajuda e muito a medicina preventiva: há uma melhora na qualidade do atendimento, a redução de filas, mais atendimentos de elevada complexidade, maior rapidez no diagnóstico e otimização de recursos. Baixe o nosso e-book e saiba tudo o que é preciso sobre Medicina Diagnóstica e todas as tendências na área! Não perca!