Mercado de saúde e tecnologia: descubra o que vem por aí

Saúde e tecnologia são duas vertentes que, a cada dia, mostram-se mais integradas entre si. Os conhecimentos clínicos foram se aprimorando, e muito desse progresso se atribui à evolução tecnológica dos recursos diagnósticos e terapêuticos.

Além disso, as inovações na saúde e as propostas diferenciadas de atendimento revolucionaram a forma de atender, monitorar e intervir nas condições clínicas apresentadas pelo paciente.

Por isso, os gestores devem se preparar para as novidades advindas dessa relação, que estão no foco post de hoje. Fique por aqui e entenda alguns dos recursos:

1. Digitalização

A versão manuscrita dos prontuários dos pacientes e os locais para armazenamento físico dos documentos são situações pouco comuns nas instituições de saúde. Com o volume crescente de informações e a demanda por espaço, todos os processos foram digitalizados.

A digitalização de dados clínicos garante a nitidez dos formulários e o armazenamento, mantendo a fidedignidade no preenchimento. Essa estratégia veio para reduzir erros de interpretação, devido à grafia nem sempre fácil de identificar em receitas e prontuários médicos.

Além disso, a informatização dos procedimentos reduz o espaço destinado à guarda de documentos, diminuindo as chances de perdas por extravios ou incêndios, por exemplo, que poderiam comprometer todo o histórico do indivíduo.

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2. Big Data

Conhecer o perfil nosológico da instituição de saúde vai além dos relatórios emitidos pelos softwares. É preciso analisar os fatores contribuintes que propiciam o aparecimento de doenças ou complicações clínicas na população atendida.

É nesse sentido que se insere o Big Data, uma tecnologia utilizada para reunir grandes volumes de informações. Por exemplo, com uso de softwares de análise, é possível combinar dados sobre condições climáticas, situações sanitárias do entorno do hospital, nível socioeconômico dos pacientes e tantos outros levantamentos.

Por meio desse cruzamento, é possível traçar um panorama mais detalhado dos pacientes atendidos nas instituições e levantar soluções de melhorias e parâmetros de monitoramento dos indivíduos a fim de prever novos problemas clínicos.

3. NPS (Net Promoter Score)

Atualmente, os indivíduos buscam satisfação profissional e financeira. Nesse cenário, os colaboradores que se sentem motivados trabalham com mais dedicação. O reflexo do clima organizacional positivo é percebido pelos gestores e também pelos pacientes quando utilizam os serviços clínicos. Em um ambiente de saúde, a efetividade e a proatividade das atividades será um bom medidor da satisfação.

Nesse sentido, é utilizado o Net Promoter Score (NPS), sistema que classifica os pacientes em três categorias: promotores, passivos e detratores. O sistema NPS diferencia entre o porcentual dos colaboradores que recomendam a empresa (promotores) pelo percentual de detratores.

4. Saúde 4.0

Assim com um automóvel, o estado geral do paciente está sendo medido por números. Nesse sentido, a saúde 4.0 veio para aperfeiçoar os recursos existentes e garantir melhor atendimento ao indivíduo.

A saúde 4.0 é uma estratégia para incentivar o uso de dispositivo médico com a proposta de garantir resultados mais sensíveis e específicos. Com isso, as condutas terapêuticas serão diferenciadas e poderão salvar mais vidas em comparação ao modelo tradicional.

Além disso, os apoiadores dessa prática esperam redução de custos com procedimentos desnecessários e maior qualidade de vida aos pacientes, uma vez que o diagnóstico será avaliado em menor tempo.

A integração da saúde e tecnologia trouxe inovações importantes do ponto de visto clínico, econômico e humanístico. Suas ferramentas possibilitaram uma mudança nos paradigmas médicos e maior atuação dos profissionais. Sendo assim, é preciso acompanhar as novas tendências e avaliar os custos da implantação.

E você, o que tem feito para aprimorar seus conhecimentos?