A onda das clínicas de atendimento expresso, funciona mesmo?

O custo alto das consultas particulares e as filas de espera no SUS (Sistema Único de Saúde) têm gerado uma nova tendência no mercado. As clínicas de atendimento expresso são esse fenômeno, que tem se espalhado pelo Brasil, principalmente no interior do país.

A grande evasão dos planos de saúde, causada em grande parte pela alta do desemprego, é o maior motivo da popularização dessas clínicas. A premissa delas é oferecer um atendimento de qualidade por um preço mais baixo e apenas sob demanda. Ou seja, só se paga por aquilo que se utiliza de imediato, ao contrário dos planos, que exigem uma cota mensal. Mas será que esse novo modelo funciona mesmo? É isso que queremos discutir a seguir. Confira:

De onde surgiu esse tipo de negócio?

O modelo foi importado dos Estados Unidos, seguindo a tendência de outros serviços de atendimento expresso que já são bem-sucedidos por lá, como lavanderias e restaurantes. No Brasil, diversas franquias rapidamente se espalharam pelo país, como alternativa às consultas no sistema público.

Deste modo, clínicos gerais e enfermeiros oferecem o atendimento imediato e básico em locais de grande circulação de pessoas, como centros comerciais e até estações de metrô. Com o sucesso do negócio, aos poucos outras especialidades médicas têm sido agregadas, como oftalmologia, ortopedia e ginecologia. Algumas redes oferecem ainda exames básicos, como radiografias e hemogramas.

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Como funcionam as clínicas de atendimento expresso?

Nelas são atendidos os casos chamados não urgentes, de caráter ambulatorial e com baixa complexidade. O valor das consultas é único, geralmente, abaixo dos R$ 100 reais. Não é preciso agendar uma consulta, basta chegar e ser atendido. A agilidade do serviço e a localização estratégica das clínicas são outros atrativos para os clientes.

Já para os médicos e empresários franqueados, a vantagem é poder cobrar um valor mais baixo e que ainda seja lucrativo. Como eles recebem por consulta, o modelo rápido de atendimento e o grande volume acabam compensando no final. Além disso, qualquer pessoa pode investir no negócio, com um valor relativamente baixo, dependendo da franquia.

Quais as limitações para pacientes e empresários?

Para alguns especialistas, essas clínicas populares são uma boa saída tanto para desafogar o sistema público, quanto para compensar a falta de recursos empregados na rede particular. Assim, médicos e pacientes poderiam ser contemplados com um atendimento alternativo, mais rápido e barato.

No entanto, outros defendem que o modelo não compensa, exatamente por ser rápido demais. Pode ser que um caso mais grave seja escondido por um atendimento superficial. A falta de recursos também seria um problema, uma vez que uma primeira análise poderia apontar a necessidade de se fazer um exame mais detalhado.

De qualquer maneira, as clínicas de atendimento expresso parece que vieram pra ficar. Não só cresce o número de novas empresas, a quantidade de franqueados também aumenta progressivamente. Essa pode ser a resposta do mercado a um sistema público de saúde deficitário e da demanda por um serviço mais rápido e barato.

E você, o que acha dessas clínicas de atendimento expresso? Deixe sua opinião nos comentários.