O futuro da medicina: confira 3 tendências

Segundo o Portal Brasil, 58% dos brasileiros usam a internet. Destes, 89% acessam a rede através de smartphones. Outro estudo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que até o fim de 2017 o Brasil terá um smartphone por habitante.

Este mundo digital e hiperconectado tem mudado todas as questões comportamentais e de consumo da sociedade, e a medicina não fica de fora. A pesquisa “State of the Connected Patient”, realizada nos Estados Unidos, mostrou que 74% das pessoas preferem marcar suas consultas online e mais de 30% as fariam via Telemedicina.

Muitas são as tecnologias que já ditam o futuro da medicina. Continue lendo o post e descubra 3 tendências tecnológicas aplicadas à medicina e como utilizá-las!

1. Use a Telemedicina e aumente a eficiência

Telessaúde e Telemedicina são termos diferentes. Telessaúde é o amplo uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no cuidado da saúde à distância. Já a Telemedicina é uma ferramenta que permite a análise de exames e diagnósticos remota e digitalmente, usada também para treinamentos em saúde. Portanto, a telemedicina é uma categoria dentro da telessaúde.

Entre as práticas da telemedicina estão a teleassistência, a teleducação e a emissão de laudos a distância, além de soluções de gestão clínica. Veja algumas das vantagens de implementar a Telemedicina em sua clínica ou hospital:

– facilidade no contato entre profissionais (à distância), possibilitando diagnósticos compartilhados através da teleassistência;

– acompanhamento de procedimentos ao vivo, gerando o conhecimento de novas técnicas, condutas e avaliações dos casos clínicos;

– redução de custos através de serviços como a telerradiologia, prontuários digitais e laudos a distância, além de outros sistemas de gestão clínica;

– a demanda aumenta com a eficiência. Há uma melhora no tempo de serviço e na qualidade do atendimento devido a exames e diagnósticos mais precisos.

Leia também: Descubra como será o futuro da telemedicina

2, Monitore seus pacientes com Wearable Devices

Conhecidos como dispositivos vestíveis, eles captam e transmitem informações de pacientes através da internet, como smartwatches. Possuem a capacidade de monitorar passos, distâncias percorridas, qualidade do sono, frequência cardíaca, intensidade de exercícios físicos, dentre outras funções.

Os Wearable Devices são úteis no acompanhamento de pacientes que precisam de cuidados constantes, como diabéticos, e na medição da performance de atletas. Os dados captados são enviados a um app no smartphone do paciente e transmitidos para o seu prontuário eletrônico, acessado remotamente pelo médico.

Como qualquer tecnologia que colhe esse volume de dados, o desafio de cientistas é interpretá-los para que façam sentido e gerem diagnósticos de forma automática. É este um dos principais usos da inteligência artificial.

3. Realize diagnósticos com inteligência artificial

Composta por dispositivos e programas capazes de simular aspectos humanos, resolver cálculos, tomar decisões e reconhecer padrões de informações, a inteligência artificial já vem sendo usada até na realização de cirurgias, com ou sem auxílio médico. Contudo, uma invenção que promete revolucionar a área médica é o sistema de programação cognitiva da IBM, o Watson.

O Watson entende emoções, interpreta textos, imagens, ouve sons, dentre outras funções. Seu diferencial, em relação a outros programas, é que ele pensa e decifra a linguagem natural humana. Isto acontece pois, perguntado sobre algum tema, o Watson gera uma resposta hipotética, seu nível de confiança e o caminho para achá-la.

Na medicina, este supercomputador pode ajudar no diagnóstico de pacientes, interpretando dados coletados, exames de imagem, identificando padrões, como lesões de pele, dentre muitas outras aplicações.

Apesar de parecer ficção científica, a IBM já está desenvolvendo interfaces de utilização das funcionalidades do Watson para que desenvolvedores usem toda a capacidade cognitiva em apps e programas próprios.

Hoje, o que define o futuro da medicina não é só o uso de novas tecnologias, mas o comportamento dos pacientes, hiperconectados, e a própria lógica da relação médico-paciente, que tem passado continuamente por muitas mudanças.

A próxima geração de pacientes não exige uma consulta presencial; o uso de vários dispositivos e ferramentas permite a coleta de dados remotamente, além da otimização do próprio diagnóstico.

Cabe aos profissionais e gestores começarem a usar essas novidades em suas clínicas e hospitais, aumentando sua eficiência, melhorando o atendimento e aumentando o lucro a partir da economia de vários custos desnecessários.

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