Programa Nacional de Segurança do Paciente: tire aqui suas dúvidas

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criaram o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) para reduzir e prevenir eventos adversos, como são chamadas as ocorrências que oferecem riscos aos pacientes.

Por meio de ações que visam a melhoria da prestação de serviços em instituições hospitalares, públicas e privadas, pretende-se evitar problemas que afetem os pacientes e os próprios profissionais da saúde.

O projeto, instituído pela RDC/Anvisa nº 36/2013, se alinha a outras iniciativas anteriores, visto que a prevenção de eventos adversos é uma preocupação antiga dentro de hospitais em todo o mundo.

A própria organização Mundial de Saúde (OMS) chegou a criar a World Alliance for Patient Safety (Aliança Mundial pela Segurança do Paciente) para definir diretrizes e melhorar a segurança do paciente.

No post de hoje, você entenderá melhor o que é o Programa Nacional de Segurança do Paciente e qual a sua importância. Vamos lá?

O que muda nas instituições de saúde com o PNSP

De alguma forma, as medidas devem atingir todas as instituições de saúde. Desde 2013, quando o programa foi criado, diversas parcerias com hospitais foram desenvolvidas para viabilizar a implantação em nível nacional.

O projeto prevê a implantação de diversas ações que pretendem melhorar a qualidade no atendimento, além da capacitação de médicos, enfermeiros, técnicos e farmacêuticos.

Logo no início, o PNSP institui a obrigatoriedade de criação de Núcleos de Segurança do Paciente por todos os hospitais do país, públicos ou privados. Eles serão responsáveis pela implantação da gestão de risco no serviço de saúde, buscando um melhor atendimento em todos os níveis.

Também devem acompanhar a aplicação dos Protocolos de Segurança do Paciente, com a integração de todos os profissionais nos processos de gestão de riscos.

Além disso, o programa estabelece também a criação do Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente ― CIPNSP ― que deve apoiar iniciativas que buscam a segurança do paciente em diferentes áreas.

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Parcerias reforçam o Programa Nacional de Segurança do Paciente

Um dos primeiros projetos foi o Paciente Seguro, em parceria com o Hospital Moinho dos Ventos. A ideia é implantar boas práticas para a promoção de uma cultura de segurança do paciente, melhorando, capacitando e qualificando os profissionais.

Com o programa, foram implementadas medidas educativas para melhorar a identificação dos pacientes, checagem de informações de administração de medicamentos e receituário, agendamento e acompanhamento de exames, entre outros.

Até a metade de 2017, quinze hospitais passaram por treinamentos para melhorar a segurança do paciente, somente com o programa Paciente Seguro. Outros 45 hospitais possuem projetos diferentes para a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente.

Capacitação é um dos pontos centrais do programa

Segundo o Ministério da Saúde, o programa deve oferecer mais segurança inclusive para os profissionais, uma vez que também quer evitar desperdícios e retrabalho nos hospitais, aumentando a eficiência na gestão da saúde.

Com uma melhor capacitação e desenvolvimento nos processos, o Programa Nacional de Segurança do Paciente pretende também reduzir problemas relacionados a abusos, maus tratos e processos de responsabilidade.

Além disso, o programa também ajuda na atualização médica, contribuindo para a promoção e saúde de qualidade em todos os níveis de atendimento hospitalar.

Se você chegou até aqui, é provável que tenha notado que o Programa Nacional de Segurança do Paciente foi um importante marco na atenção à saúde brasileira. Mas, como você acha que o PNSP deve alterar a rotina nas instituições de saúde? Deixe sua opinião nos comentários!