Como aplicar o Big Data na área da saúde?

Um dos conceitos tecnológicos que vêm revolucionando diversos segmentos é o Big Data. Na área da saúde, tem provocado um grande impacto. Essa técnica permite extrair informações relevantes de um grande volume de dados, desde que aplicados os filtros corretos.

No Brasil, a saúde é um dos setores em que há um número menor de pessoas trabalhando com análise de dados. Com o Big Data, é possível usar informações que já estão por aí para predizer o futuro e, mais ainda, saber como lidar com ele.

O volume de dados vem aumentando freneticamente nos últimos anos e a tendência é que esse ritmo se torne ainda mais rápido: basta lembrar que passamos o dia compartilhando o que consumimos, por onde passamos, o que assistimos, o que lemos e quem conhecemos.

Esses dados, que se espalham com velocidade impressionante por toda a internet, dizem muito sobre todos nós. Apesar de, isoladamente, não fazerem muito sentido, uma leitura adequada e um uso eficiente dessas informações permitem  otimizar o desempenho de empresas da área de saúde.

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Uma solução de Big Data personalizada permite reunir, organizar, processar e visualizar dados de forma a aplicar a tecnologia a favor dos pacientes e do negócio, transformando o atendimento médico. Conheça a seguir algumas ideias de como de aplicar o Big Data na área da saúde.

Precisão nas análises

As conclusões não precisam mais ser baseadas apenas em intuições. É possível, por exemplo, usar dados extraídos de redes sociais, bem como bancos de dados já prontos (formulados por órgãos públicos ou privados, como planilhas com o perfil de pacientes de redes públicas de saúde de uma determinada região).

A análise e o cruzamento de informações fornecem pistas para compreender o desenvolvimento de doenças, auxiliar na definição de medidas de contenção no avanço de epidemias ou mesmo melhorar a assistência ao paciente.

Padrões e políticas

Na medicina, a observação de padrões de comportamento de grupos populacionais é uma ferramenta muito poderosa. Com ela, é possível, por exemplo, definir políticas de combate a problemas pontuais ou mesmo determinar necessidades de tratamento em massa. Esse desafio tornou-se mais fácil de ser superado com o Big Data.

O uso do georreferenciamento – que indica onde determinados comportamentos sociais acontecem – permite saber, por exemplo, que políticas públicas de saúde ou especialidades médicas são mais necessárias em cada localidade usando tanto dados de comentários aleatórios na internet quanto de relatos em consultório.

Integração de dados

As informações dos pacientes, hoje, são coletadas cada vez que ele procura um serviço de saúde, público ou privado. Essas unidades de saúde, porém, não se comunicam, e isso torna quase impossível estabelecer um padrão ou determinar o desenvolvimento de uma doença a partir de sintomas anteriores.

Com o Big Data, a integração dessas redes se torna mais viável e as informações de todos os pacientes (vindos tanto do sistema público quanto do privado) estarão disponíveis em qualquer local de atendimento. Assim, o médico fica sabendo imediatamente a idade, a altura, o peso, diagnósticos, tratamentos e resultados prévios.

Entram aí, ainda, os dados de dispositivos portáteis e de monitoramento usados pelos pacientes. As informações colhidas nesses equipamentos permitem que a instituição de saúde ofereça serviços mais personalizados – como os pacientes desejam.

O cruzamento de todos esses dados, com a adição do componente geográfico, possibilita observar quais doenças são mais comuns numa região, quais medicamentos surtem melhor efeito num determinado grupo e quais intervenções são mais urgentes, entre outros. Assim, melhoram a qualidade e a precisão dos tratamentos, bem como diminuem os custos.

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