Armazenamento em nuvem: posso confiar?

computação na nuvem é uma das tecnologias que ganhou espaço com o advento da telemedicina. Além disso, ela está incorporada tanto em dispositivos móveis como em equipamentos pessoais, facilitando as atividades cotidianas.

A partir de servidores remotos, diversos serviços foram criados, proporcionando mais versatilidade e produtividade para a rotina dos profissionais clínicos. Entre eles, as soluções de armazenamento em nuvem podem ser apontadas como uma das mais utilizadas e eficientes.

Todavia, muitos gestores ainda têm receio dessa ferramenta, por questões relacionadas à segurança das informações transmitidas. Sendo assim, é fundamental esclarecer as principais informações referentes a segurança digital dessa tecnologia.

Quer saber se é possível confiar no armazenamento em nuvem dos dados clínicos dos pacientes? Então, não perca nosso post de hoje e fique por dentro desse assunto!

Afinal, como o armazenamento em nuvem pode ser vantajoso?

As ferramentas de cloud storage são utilizadas por quem precisa ter acesso constante a arquivos e documentos pessoais. Com aplicativos mobile e desktop, é possível sincronizar dados entre vários equipamentos.

Além disso, interfaces web facilitam a modificação de informações em qualquer lugar do mundo. Dessa forma, é possível que o profissional clínico faça alterações do estado clínico do paciente em tempo real, facilitando a visualização por outros médicos que o assistem.

Outra vantagem é a transmissão de resultados radiológicos de forma digital para visualização de um especialista, que podem ajudar na compreensão do caso clínico em questão. Exames laboratoriais também podem ser atualizados na nuvem.

Esses benefícios reduzem o custo com upgrade de memórias nos computadores dos consultórios clínicos, diminuem as impressões para avaliação do diagnóstico do paciente e otimizam as interconsultas virtuais.

Quais são os perigos relacionados ao armazenamento em nuvem?

O armazenamento de dados clínicos na nuvem está sujeito ao uso não autorizado dos invasores (hackers), vazamento de diagnósticos sigilosos e falta de atualização de programas de segurança.

As consequências serão observadas no nível clínico, com acesso às informações por outros usuários ou disponibilização para o público leigo, que poderão disseminar esses resultados de forma irresponsável.

Esse comportamento pode repercutir em medidas judiciais rigorosas, relatadas dentro do contexto cibernético, que serão rastreadas e apuradas pela polícia, para punição dos responsáveis.

Quais são as principais características de proteção dessas plataformas?

Infelizmente, devido à possibilidade de modificação dos dados sem permissão, é importante elaborar mecanismos que impeçam essa ação e monitorem possíveis alterações do sistema.

Desse modo, as plataformas de cloud computing utilizam servidores de alta performance para armazenar e processar dados de diversos pacientes simultaneamente. Eles dividem os recursos dinamicamente, de tal forma que seja possível manter conexões com bom desempenho para todos os usuários.

No entanto, a maneira como a infraestrutura é compartilhada acaba levantando muitas questões relacionadas à capacidade das empresas em proteger as informações de seus usuários, além do nível de conhecimento restrito dos profissionais da equipe de tecnologia de informática que atuam nessa proteção.

Porém, as tecnologias desenvolvidas ao longo dos últimos anos para os serviços de armazenamento em nuvem têm um nível de segurança alto. Sendo são capazes de guardar diversos tipos de informações, sem que uma conta comprometida afete a segurança de todos os outros usuários.

Assim, a maioria dos problemas (como acesso não autorizado a dados pessoais) são causados por práticas de segurança ineficientes adotadas pelo usuário, o que não está relacionada à plataforma em si.

Contudo, os problemas como invasão de servidores e a exposição de dados de contas passaram a ser evitados com políticas de segurança sólidas, que incluem o backup dinâmico de arquivos e a criptografia de sistemas de armazenamento. Desse modo, as empresas do ramo tecnológico conseguem isolar os documentos de seus usuários em segurança.

Quais são as medidas protetivas para o armazenamento na nuvem?

Para manter as informações pessoais protegidas na nuvem, algumas medidas simples podem ser adotadas, tornando o acesso à conta mais confiável, além de evitar que terceiros consigam visualizar arquivos sem autorização.

A seguir, mostraremos algumas dicas de segurança para diminuir as chances de invasões. Confira:

  • utilize senhas complexas, com letras, números, símbolos, variação de maiúsculas e minúsculas e, pelo menos, oito caracteres;
  • adote autenticação de dois passos sempre que possível;
  • configure o serviço para enviar alertas de acesso por dispositivos desconhecidos;
  • não utilize a mesma senha do serviço de armazenamento na nuvem em outras ferramentas;
  • evite usar o serviço em computadores e redes públicas.

Quais são os melhores serviços de armazenamento na nuvem?

As quatro principais opções do mercado (iCloud Drive, Google Drive, OneDrive e Dropbox) se diferenciam pelos modelos de negócio, integração com sistemas móveis, espaço de armazenamento gratuito e opções de compartilhamento com outros usuários.

O iCloud Drive, por exemplo, é uma evolução do iCloud totalmente integrada aos serviços da Apple. É possível criar documentos com a versão web da suíte de aplicativos iWork colaborativamente e armazenar até 5 GB de dados gratuitamente.

Entretanto, não há como obter um link público para compartilhar dados, o que configura a principal limitação dessa plataforma, causando transtornos para os profissionais que a adotaram recentemente.

Outra ferramenta diferenciada é o Google Drive, que tem até 15 GB gratuitos e contém forte integração com o Android. Por meio do Google Docs, os profissionais podem editar arquivos online e compartilhar dados com links públicos.

Uma observação importante dessa tecnologia é que o espaço gratuito é compartilhado com outros serviços da empresa, como o Gmail, o que, em tese, pode ser acessado por outros usuários que utilizam esse serviço de e-mail.

O Dropbox e o OneDrive, da Microsoft, se beneficiam da integração nativa com a Microsoft Office. Contudo, enquanto o primeiro (mais popular) disponibiliza apenas 2 GB gratuitos para os seus usuários, o serviço da Microsoft fornece 5 GB e planos gratuitos.

Vale destacar também, que todas as músicas armazenadas no OneDrive podem ser executadas gratuitamente no Groove Music, plataforma de streaming da empresa, garantindo, assim, som ambiente na sala de espera dos consultórios.

Como escolher o serviço de armazenamento na nuvem?

A escolha do serviço de armazenamento deverá ser feita conforme as necessidades de cada empresa. Como foi destacado anteriormente, é preciso avaliar o espaço, as funções disponibilizadas e as limitações de cada serviço.

Outro fator relevante é a facilidade de usar o sistema pelo usuário e a possibilidade de controlar as atividades discriminadas no programa. Enquanto para alguns é permitido editar e transmitir os dados do paciente, para outros há apenas a visualização do prontuário.

Além disso, é fundamental para o gestor, considerar a expansão de memória do programa, que poderá ser ampliada mediante a produtividade dos serviços, que são significativamente superiores ao modelo único de armazenamento local.

O armazenamento em nuvem é uma ferramenta tecnológica que facilita a inserção de dados clínicos, medicamentosos e laboratoriais do paciente, e podem ser acessados e editados de computadores em locais diferentes. As vantagens dessa estratégia se contrapõem a segurança na transmissão dos dados para evitar problemas clínicos e judiciais. Para tanto, é primordial que o gestor escolha as plataformas mais confiáveis, considerando também as demandas pelos serviços.

E você, já armazena seus dados na nuvem? Quais são as principais limitações dessa estratégia? Quer conhecer ferramentas de TI voltadas para o ambiente médico? Então, entre em contato com um de nossos especialistas!